Dois livros para ler enquanto estamos isolados!

E o Covid-19 está entre nós brasileiros. O bom senso manda que fiquemos em casa e esperemos até esta onda de infecção passar.

O que fazer então enquanto estamos enclausurados?

Se você está aqui, já tem a resposta: vamos ler! Não tem contra indicações e ajuda a passar o tempo sem muito stress.

O primeiro é “O Tempo Desconjuntado” de Philip K. Dick.

O livro foi publicado em 1959, no auge da guerra fria. A televisão começava a tomar o lugar do rádio como principal mídia de entretenimento e informação.

Ragle Gumm, o protagonista da história, tem uma vida monótona e um “trabalho” singular: sempre acerta a resposta de um concurso do jornal local. Passa seus dias consultando gráficos e tabelas para o seu trabalho na pequena cidade onde vive. Até que coisas estranhas começam a acontecer.

Primeiro ele encontra uma lista telefônica onde todos os números estão desconectados, algo como se todos os emails do mundo parassem de funcionar. Depois uma revista de astros e estrelas, fala de uma personalidade belíssima que nunca tinha ouvido falar. A personalidade? Marilyn Monroe.

A única alternativa que encontra é fugir da cidade e de todos estes acontecimentos bizarros. O que não se mostra ser uma tarefa fácil.

O grande mote do livro é o questionamento da realidade, o que ela é? Como tudo o que vemos como sólido, pode em algum momento se refazer no ar. Uma situação, uma medida governamental, uma guerra, a existência, um vírus. Quem viveu por décadas sabe que havia um mundo no século passado e outro completamente diferente depois da internet.

Vale à pena embarcar nesta viagem enquanto vemos nossa realidade sendo transformada pelo isolamento compulsório.

O segundo livro é da Clarice Lispector, “Todas as crônicas” é autoexplicativo. A escritora, antes mesmo de ser conhecida pelos seus livros, trabalhava como repórter da Agência Nacional.

Nessa época não assinava as matérias, só alguns anos mais tarde, depois de lançado o seu primeiro romance “Perto do coração selvagem”, que passou a firmar o seu nome no jornal.

Na década de 60, também publicou contos na revista “Senhor”.

Mas por que o livro dela nestes tempos de claustro?

Bom primeiro que qualquer livro da Clarice Lispector é bom de se ler em qualquer tempo. Segundo é que nestes tempos de intimidade imposta, Clarice revela que em suas crônicas ela deixava um pouco dela, revelando a sua; partes escondidas de todos, para todos. Ela escreveu:

“Na literatura de livros permaneço anônima e discreta. Nesta coluna estou de algum modo me dando a conhecer. Perco minha intimidade secreta? Mas que fazer? É que escrevo ao correr da máquina e, quando vejo, revelei certa parte minha.”

E por este motivo, isolados, podemos dividir nosso espaço íntimo com o dela, através de suas crônicas.

Escolha seu livro, ou leve os dois. E torne os dias de solidão, um pouco menos vazio.

 

Boa Leitura!

Olá, você pode baixar os seus livros normalmente, basta deixar os seus dados aqui. Gostaria de saber um pouco mais sobre você, os seus gostos, seus ódios e assim poder oferecer mais conteúdo que te agrade.

Se já for cadastrado, é só se logar.

Este cadastro é feito uma única vez, quando você voltar basta se logar e todos os livros estarão disponíveis.

Depois de se registrar, você poderá editar os seus dados na página 'Meu canto'.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *