Contos do claustro – mentes livres na pandemia

No espelho vejo surgir uma pessoa que não conheço. Cabelos compridos e barba mais ainda. O corpo tenta fugir da inércia, na janela procuro pessoas como um náufrago, estou num pedaço de terra que não tem tamanho para ser chamado de ilha.

O sol nasce e se põe e a contagem dos dias não fazem mais sentido, sei como o meu cachorro deve se sentir, não saber da segunda, do domingo a noite, só tem claro e escuro.

Uma capsula a caminho de um planeta distante, sem tempo para chegar.  Sim não estou em uma ilha, mas numa cápsula onde o ambiente exterior é tóxico.

Há um treinamento na NASA para o isolamento no espaço, poucos passam. Acho que sou melhor que muitos astronautas, mas não iria para marte, muito menos a lua. Só gostaria de um lugar com um café, uma mesa e pessoas passando.

Pela cabine desta cápsula, olho o sol e o tamanho do universo. Sei que ao longe um planeta vai chegar, ou talvez o meu café esteja lá fora me esperando. Há provisões e tenho meus livros, quando pousar terei uma boa história para contar e as pessoas vão passar indo a destinos que hoje estão guardados.

Não estou sozinho, somos milhões, bilhões. Uma população de astronautas. E o que fazer enquanto a nave não chega a este novo planeta, ou o universo comesse a pulsar oxigênio e eu possa arriscar a flutuar fora da minha cápsula?

Por que não deixar a mente sair, ir ao longe? Pensar não é suscetível ao vírus, ideias podem vagar pelo espaço e viajar além da luz, atravessar estrelas, super novas ou simplesmente não ficar aqui.

Por conta disso gostaria de fazer um convite a você. Se tem um texto, algo que não escreveria em uma rede social, uma história maluca ou algo que queira dizer, mande para o nosso site.

Pode usar um pseudônimo se não quiser ser identificado, só não vale gritos de ódio ou declarações que firam algum tipo de gênero, raça ou credo. Pode ser um conto, um poema, algo que grite aos outros que o universo vai ser tornar respirável, que vamos tomar nossos cafés e ver as pessoas como antes. E se for de algum escritor famoso, dê os créditos e os seus comentários, vale tudo o que for legal, que faça todo mundo se sentir um pouco melhor, e nada melhor que uma boa história.

Mande seu texto para o email escrevendo@kbook.com.br, vou ter prazer em publicar aqui, lembre-se muitos escritores começaram com pseudônimos, faça seu texto e depois divulgue para os amigos, se quiser não diga que foi você.

Vá mais além, mande uma música sua, poste no Youtube e mande o link, afinal música é poesia e poesia é literatura, por que não?

Estou aguardando seu texto!

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