O mexicano Octavio Paz, um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos, laureado com o Nobel de Literatura em 1990, disse certa vez que “os poetas não têm biografia. A sua obra é a sua biografia”. Se isso é verdade (e quem irá desmenti-lo?), pode-se dizer que a biografia de Octavio Paz foi escrita em mais de 20 volumes de poesias e ensaios sobre literatura, arte, cultura e política. Toda essa reconhecida carreira começou com o livro Luna Silvestre (1933). (Kb)
Alguns versos do poeta dão a medida de sua grandeza:
Destino do poeta
Palavras? Sim. De ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.
Também a luz em si mesma se perde.
(Tradução de Haroldo de Campos)
Irmandade
Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.
(Tradução de Antônio Moura)
Publicações
Poesia
- Libertad bajo palabra (1958)
- Salamandra (1962)
- Ladera Este (1969)
- Vuelta (1976)
- Árbol Adentro (1987)
Ensaios
- El laberinto de la soledad (1950)
- El Arco y la Lira (1956)
- Las peras del olmo 1957
- Cuadrivio 1965
- Puertas al Campo (1966)
- Corriente Alterna (1967)
- Claude Levi-Strauss o el nuevo festín de Esopo (1967)
- Marcel Duchamp o el castillo de la Pureza (1968), com reedição ampliada Apariencia desnuda (1973)
- Conjunciones y Disyunciones (1969)
- Postdata, continuação de “El Laberinto de la Soledad” (1969)
- El signo y el Garabato (1973)
- Los Hijos del Limo (1974)
- El Ogro Filantrópico (1979)
- In-mediaciones (1979)
- Sor Juana Ines de la Cruz o las trampas de la fe (1982)
- Tiempo Nublado (1983)
- Sombras de Obras (1983)
- Hombres en su Siglo (1984)
- Pequeña Crónica de Grandes Días (1990)
- La Otra Voz (1990)
- Convergencias (1991)
- Al Paso (1992)
- La Llama Doble (1993)
- Itinerario (1994)
- Vislumbres de la India (1995)
Traduções
- Versiones y diversiones, onde Paz reuniu as suas traduções poéticas.
- Sendas de Oku, de Matsuo Basho (1957)
- Antologia, de Fernando Pessoa (1984)
- Blanco, dele, traduzido por Augusto de Campos e musicado por Marisa Monte para álbum Barulhinho Bom – Uma Viagem Musical.
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