Computa, computador, computa – Millôr Fernandes

Uma personagem nasce. Após uma locução masculina que a coloca no devido lugar na humanidade. Nascida entre bilhões, está lá sozinha, se construindo.

Não há quem a forme, se faz montada em suas competências.

Até que homens policialiescos aparecem e oprimem o seu crescimento.

Neste momento a peça brinca com a realidade e a representação, onde as histórias se formam, ou contornam o que é real.

A peça escrita sob coação de Fernanda Montenegro, segundo o próprio Millôr, foi escrita na ditadura militar, estreou no Teatro Santa Rosa em 3 de março de 1072.

Em épocas de ditadura, dizer era perigoso. Subir ao palco era arriscar este dizer. Millôr desde sua época no Cruzeiro, sempre correu atrás de dizer o que precisava ser dito. Nos anos 60 e 70 não faltavam coisas a serem ditas.

Com o humor que lhe era característico, foi confrontado várias vezes pelos censores militares e também pela própria redação do Cruzeiro, onde chegou a pedir demissão.

 

O Millôr que era Milton

Aos 17 anos, Millôr por algum motivo precisou solicitar uma segunda via da certidão de nascimento.

Naquela época as certidões eram escritas à mão, e para azar, sorte ou letra feia mesmo, constatou que o nome Milton parecia mais com Millôr. A letra “t” parecia com um L, e o que deveria cortar este T travestido de L, virou um acento na letra “o”.

Sem hesitar, Milton deixou de ser Milton e passou a se chamar Millôr.

Apesar de ser este meu nome também, concordo com a troca de Millôr. Um nome único para um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista, que apesar de muitos era único.

 

Pasquim, textos e tudo mais

Em 2000 Millôr lançou o seu “Saite”, onde começou a publicar novos textos, desenhos e a resgatar antigos trabalhos.

Uma inciativa considerada pioneira deu certo e ainda hoje, anos depois de sua morte, o site está lá, com seus textos e desenhos.

A peça que está disponibilizada aqui neste post veio de lá. Se quiser se aprofundar mais siga o link.

Por um mundo Millôr (esta frase está no saite), com vocês Computa, computador, computa.

Vá ao saite também e divirta-se.

Olá, você pode baixar os seus livros normalmente, basta deixar os seus dados aqui. Gostaria de saber um pouco mais sobre você, os seus gostos, seus ódios e assim poder oferecer mais conteúdo que te agrade.

Se já for cadastrado, é só se logar.

Este cadastro é feito uma única vez, quando você voltar basta se logar e todos os livros estarão disponíveis. Antes de se cadastrar, leia a política de privacidade do site Clique aqui

Depois de se registrar, você poderá editar os seus dados na página 'Meu canto'.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *