O dia em que a terra parou – E Donald Trump se tornou presidente.

Essa noite tive um sonho, sonhei que um louco assumia a presidência de um dos países mais importantes do mundo.

Neste sonho ninguém saiu de casa, e ficaram em frente à TV, do computador ou do celular. Tinha um senhor na calçada, sozinho com um radinho de pilha.

As pessoas neste sonho acreditavam em outros sonhos de outros sonhadores. Onde pessoas que subiam ao poder não eram ricas ou bilionárias.

Sonhos que ficaram nos sonhos. Neste meu sonho, um se elegeu dizendo não ser político. É uma moda agora, não sou político, só faço política, meu emprego principal é ser milionário.

Se já sou milionário, não preciso roubar.

Se sou um bom administrador, posso administrar qualquer coisa. No final tudo é apenas negócio.

E as pessoas voavam neste sonho. Fugiam dos pesquisadores, que por pesquisarem errado, erraram na sua adivinhação, talvez devessem tentar tripas de aves nas próximas eleições.

 

E os políticos saíram para politicar

Ao fundo tocava aquela música do Raul Seixas, aquela em que a dona de casa não saiu pra comprar pão, pois sabia que o padeiro não estava lá.

E todos comentavam do tal padeiro, do pão e o que seria da padaria.- Ela vai continuar a vender?

– E a dona de casa?

Todos ficaram quietos, pois sabiam que um louco estava lá.

Um louco que não comia criancinhas, mandou para casa junto de sua mãe, quando o choro do pequeno atrapalhou o seu discurso.

Mas estamos do outro lado do mundo, não é senhor sonho?

Só elegemos ricos para prefeito. Ele também não é político, é empresário. Vai transformar São Paulo em uma empresa bem-sucedida.

E ele deu uma entrevista no dia em que a terra parou.

E o velhinho, que estava sozinho na calçada apenas gritou:

– Gol do São Paulo.

Era reprise.

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