Frankenstein – Mary Shelley

Desafiada a escrever uma história sombria e assustadora, Mary Shelley nos apresentou Frankenstein.

De um lugar afastado, frio e solitário, mais ao norte que qualquer ser humano pudesse chegar, Robert Waltson salva da morte um homem com um segredo terrível, um homem chamado Victor Frankenstein.

Alternando estados de insanidade e melancolia, aquele homem atormentado mostrava um conhecimento peculiar da vida. Sua história, narrada entre medos e arrependimentos, era simplesmente irreal, inumana demais para não acreditar que aquele ser, estava completamente louco.

E estas palavras dão início a Saga de Victor Frankenstein, o homem que desafio a morte, que ousou imitar Cristo e alcançou a ressurreição.

Victor Frankenstein era um jovem cientista, não acreditava em deus ou em superstições. Seu ícone sagrado era a ciência, seu medo, aparentemente não o tinha, o que possuía era a verdade da ciência, e a inteligência para controla-la.

Sonhava com a imortalidade, romper a maior certeza de quem vive, superar a gadanha da morte.

E contra todos os princípios, divinos e mundanos, ele conseguiu. Criou uma criatura de matéria morta, um troféu a sabedoria da lógica.

Mas ao ver tal criatura, que mais tarde seria chamada de o monstro de Frankenstein, teve medo. Talvez Deus o tenha punido com o conhecimento da vida, talvez o homem realmente não possa se equiparar ao eterno, afinal nossa mente aguentaria o sempre?

Os personagens são complexos, alternando entre o bem e o mal. Apesar de tocarem o manto da existência divina, são apenas humanos.

A criatura hora monstruosa, hora doce, se revolta com aqueles que o machucam, e como qualquer ser vivo, busca sua sobrevivência a todo custo.

E Victor, O Prometheu modernos, agora tem como suas correntes, a carne que reviveu.

Este é um livro de limites, um livro que fala de ética, e de até onde a ciência deve ir, em busca da verdade.

 

Mary Shelley

Mary Wollstonecraft Godwin, mais conhecida por Mary Shelley foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da pedagoga e escritora Mary Wollstonecraft.

Casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley em 1816, depois do suicídio de sua primeira esposa.

Percy Shelley nunca mostrou uma boa capacidade em lidar com o dinheiro e o casal se viu várias vezes em dificuldades financeiras. Ele possuía uma visão política radical e acabou por se afastar da rica família aristocrática de Mary.

Mary Shelley viveu uma vida literária.

Seu pai a incentivou a aprender a escrever através da escrita de cartas, e sua ocupação favorita quando criança era escrever histórias.

Infelizmente, todo este material foi perdido quando ela fugiu com Percy, em 1814. Nenhum de seus manuscritos sobreviventes eram anteriores a esse ano.

Percy Shelley, como o pai de Mary, também a incentivou a escrever:

“Meu marido sempre foi muito ansioso para que provasse ser digna da minha filiação, e assim ter meu nome inscrito na página da fama. Estava sempre me incitando para obter reputação literária”

Mary Shelley foi autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de literatura de viagens.

Seu trabalho mais conhecido foi o romance gótico, “Frankenstein: ou O Moderno Prometeu”, escrito em 1818.

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