Adélia Prado

Epifania, palavra que expressa uma revelação ou manifestação divina, é o nome do poema que abre o primeiro livro de Adélia Prado, Bagagem (1976). A palavra expressa, de certa forma, o grande sentimento de humanidade da autora e sua criação na tradição mineira e na fé católica. O livro também anunciaria o término da carreira de professora, após 24 anos de serviços, dando início à de escritora.

O lançamento de Bagagem ocorreu logo após Adélia formar-se em Filosofia e de ter seus textos recomendados a uma editora por ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade, para quem “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis”. Desde então, Adélia Prado passou a acumular elogios e admiradores.

Já no lançamento de sua obra de estreia, no Rio de Janeiro, teve a presença de Juscelino Kubitschek, Clarice Lispector, Affonso Romano de Sant’Anna, Nélida Piñon e do próprio Drummond, entre outros. Alguns críticos e estudiosos consideram que, para a literatura brasileira, a escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante. Em 1978, Adélia conquistou o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, com O Coração Disparado

 Publicações

 Poesia

  • Bagagem, Imago – 1975
  • O Coração Disparado, Nova Fronteira – 1978
  • Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira – 1981
  • O Pelicano, Rio de Janeiro – 1987
  • A Faca no Peito, Rocco – 1988
  • Oráculos de Maio, Siciliano – 1999
  • Louvação para uma Cor
  • A duração do dia, Record – 2010

 Prosa

  • Solte os Cachorros, contos, Nova Fronteira – 1979
  • Cacos para um Vitral, Nova Fronteira – 1980
  • Os Componentes da Banda, Nova Fronteira – 1984
  • O Homem da Mão Seca, Siciliano – 1994
  • Manuscritos de Filipa, romance

 Antologia

  • Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira – 1978
  • Palavra de Mulher, Fontana – 1979
  • Contos Mineiros, Ática – 1984
  • Poesia Reunida, Siciliano – 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O Pelicano e A Faca no Peito).
  • Antologia da Poesia Brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim – 1994
  • Prosa Reunida, Siciliano – 1999

 Balé

A Imagem Refletida – Ballet do Teatro Castro Alves – Salvador – Bahia – Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito especialmente para a composição homônima de Gil Jardim.

Parcerias

  • A Lapinha de Jesus (em parceria com Lázaro Barreto) – Vozes – 1969
  • Caminhos de Solidariedade (em parceria com Lya Luft, Marcos Mendonça e outros) – Gente – 2001

 Participação em antologias

  • Assis Brasil (org.). A Poesia Mineira no Século XX. Imago, 1998
  • Hortas, Maria de Lurdes (org.). Palavra de Mulher, Fontoura, 1989
  • Sem Enfeite Nenhum. In Prado Adélia et al. Contos Mineiros. Ática, 1984

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